- Queria demais acreditar que isso ocorre 100%. Mas a primeira decepção que temos é essa: no mundo dos buscadores de autoconhecimento, raríssimos são os modestos. Você vai se deparar com mais vaidade, acredite, que no meio artístico. Aí sim, depois de uns bons anos, depois de ter levado bastante chute no traseiro (e dado outros tantos), a vida te amansa e as coisas começam melhorar.
“Contentamento é sinônimo de solidão, de solidão tranquila, de acomodar-se na solidão refrescante.” (p. 60) - acredito que seja um pensamento religioso budista e cristao - separaçao entre homem e mulher - ausência de diálogo
“De algum modo, nesse processo de tentar negar que tudo está sempre em mudança, perdemos nossa percepção do sagrado da vida. Temos uma tendência a esquecer que fazemos parte do esquema natural das coisas.” (p. 65) - de novo, essa relaçao com o sagrado é um discurso religioso. Nao existe separaçao entre o divino e o profano, entre o sagrado e a realidade, entre a carne e a alma.
- No cristianismo, somos educados a pensar que há um grande projeto que nos foi destinado. Acho o budismo de uma modéstia acachapante.
“Para pôr um fim às guerras é preciso deixar de odiar o inimigo.” (p. 119)
O fim do conceito do oponente, do inimigo, do diabo.
“Não há ponto de referência no caminho do meio.” (p. 56)
"Há, com certeza, uma qualidade delicada e vibrante quando experimentamos não ter nenhuma base." (p. 9)
"Quando tudo se desintegra, somos submetidos a uma espécie de teste, e também a um certo processo de cura." (p. 9)
"Ficar nesse desequilíbrio - com o coração partido, o estômago apertado, o sentimento de desesperança e o desejo de vingança - é o caminho do verdadeiro despertar." (p. 12)
“A morte e a desesperança fornecem a motivação correta para viver a vida com mais discernimento e compaixão.” (p. 47) - RESUMO DO MEU 2019
“Frequentemente, diz-se que a paz é a quarta marca da existência. Não se trata da paz em oposição à guerra, mas do bem-estar que surge quando vemos os infinitos pares de opostos como complementares.” (p. 69) - Momento atuall
“Quando compreendemos que o caminho é o objetivo, surge uma sensação de viabilidade.” (p. 156)
"O próximo passo consiste em conter-se. A atenção plena é a base, conter-se é o caminho. [...] [Conter-se] É a prática de não preencher imediatamente o espaço apenas porque surgiu uma lacuna." (p. 35)
"Simplesmente parar, em vez de preencher imediatamente o espaço, representa uma experiência transformadora." (p. 38)
“A meditação é, provavelmente, a única atividade que não acrescenta nada ao cenário.” (p. 113)
Que se desfaça: "Ficaremos dando voltas inúteis com nossos pensamentos se acreditarmos em sua solidez." (p. 24)
"O que torna maitri [conceito budista traduzido por Pema como bondade amorosa] uma abordagem tão diferente é o fato de não estarmos tentando resolver um problema. Não estamos lutando para afastar a dor ou para nos tornarmos uma pessoa melhor. Na verdade, estamos desistindo completamente de ter controle e deixando que os conceitos e ideais desmoronem." (p. 28-29)
Todo medroso é um controlador
"Há um ensinamento sobre os três tipos de despertar: despertar do sonho do sono normal, despertar, ao morrer, do sonho da vida e despertar, em plena iluminação, do sonho da ilusão." (p. 31)
"Esse é um ponto importante, pois representa o início do início. Sem desistir da esperança - de que há um lugar melhor para estar, de que há alguém melhor para ser - nunca relaxaremos onde estamos ou naquilo que somos!" (p. 41)
“Não-teísmo é perceber, finalmente, que não existe babá com quem contar. Você consegue uma babá ótima e, então, ela se vai. Não-teísmo é compreender que não são apenas as babás que vêm e vão. A vida toda é assim. Essa é a verdade, e a verdade incomoda.
BOMBA!!!!!!!!!!!
Para aqueles que desejam agarrar-se a algo, a vida é ainda mais difícil. Sob esse ponto de vista, o teísmo é um vício. Somos viciados em esperança – esperança de que a dúvida e o mistério se dissipem. Essa dependência tem um doloroso efeito sobre a sociedade: uma sociedade baseada em muitas pessoas viciadas em conseguir um apoio para si mesmas não é um lugar compassivo.” (p. 43)
Permitir que as coisas se dissolvam é, às vezes, chamado de desapego.” (p. 54)
Quando expiramos alívio e sensação de espaço, também estamos promovendo a desintegração da couraça. A expiração é uma metáfora para expressar a abertura total de nosso próprio ser.
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